“Cada um de nós coloca em comum a sua pessoa e todo o seu poder, sob a suprema direção da vontade geral, e nós recebemos em corpo cada membro como parte indivisível do todo.”
J.-J. Rousseau
Uma das principais características da democracia é que o governo, no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, sendo protegida a liberdade do cidadão.
Cada membro do corpo-político é simultaneamente soberano e súdito, isto é, soberano porque o sujeito cria as leis e súdito porque ele é obrigado a seguir essas leis. Tudo decorre do livre compromisso de quem se obriga. Cada um, dando-se a todos, a ninguém se dá. Um cidadão estando sujeito as leis, na verdade ele está livre, pois cada um unindo-se a todos só obedece no entanto a si mesmo, permanecendo livre.
Essas leis só serão compatíveis com os seus interesses se o cidadão souber o que é o melhor para ele e para a sociedade, sempre o interesse coletivo sobrepondo o interesse individual. O indivíduo só irá saber o que é melhor para ele e para sua sociedade, se ele tiver um mínimo conhecimento em relação ao homem e o Estado em que vive.
Só um povo forte terá boas leis.
Não existe democracia enquanto a ignorância é celebrada.
A população tem que ter papel fundamental, porem, o povo brasileiro não estar acostumado a dirigi a si próprio e participar ativamente da política e com o povo as margens das decisões políticas fica difícil consolidar uma democracia.
Herança da escravidão? Herança da ditadura? Ignoro-o, não quero saber. O fato é que o povo brasileiro segue linhas demarcadas e nem de longe desconfia.
O brasileiro não come o que quer. Não veste o que quer. Não pensa o que quer.
Não sabe quem é!
Não podemos aplaudir a democracia enquanto a ignorância é exaltada.
“Toda lei, não ratificada pelo povo em pessoa, é nula. Não é lei.”
J.-J. Rousseau